Reforma Tributária do Consumo

O que muda para o varejo — e como se preparar.

Um resumo objetivo sobre CBS, IBS, Imposto Seletivo, transição, Split Payment e os principais pontos que empresários precisam acompanhar. Informação geral é importante; o impacto real depende dos números e da operação de cada empresa.

Conteúdo atualizado em 09/09/2026 • Baseado em fontes oficiais listadas ao final.
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Atenção — setembro de 2026: a Receita Federal informou prazo de 1º a 30 de setembro para ingresso no Simples Nacional em 2027 e, para empresas do Simples que desejem, para escolha do recolhimento de CBS e IBS pelo regime regular em 2027.

Entenda →
Em poucos minutos

O coração da mudança

A Reforma reorganiza a tributação sobre o consumo e cria um sistema de IVA dual.

Federal

CBS

Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência da União. Substitui gradualmente a tributação federal sobre consumo prevista no novo modelo.

Estados e Municípios

IBS

Imposto sobre Bens e Serviços, de competência compartilhada entre Estados, Municípios e Distrito Federal.

Federal

Imposto Seletivo

Tributo voltado a bens e serviços definidos em lei como prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com vigência prevista a partir de 2027.

Cronograma geral

A transição é gradual.

O novo sistema não substitui todos os tributos de uma só vez. O período de transição vai até 2033.

2026

Ano de testes e adaptação. A Receita orienta destaque de CBS e IBS em documentos fiscais eletrônicos conforme regras e leiautes aplicáveis; quem cumpre as obrigações previstas para o teste pode ter dispensa do recolhimento dos tributos de teste.

2027–2028

Entrada da CBS no novo modelo, extinção de PIS/Cofins, redução do IPI nas hipóteses previstas e início do Imposto Seletivo. O IBS permanece em fase inicial.

2029–2032

Transição progressiva de ICMS e ISS para o IBS: redução gradual dos tributos atuais e crescimento da participação do IBS.

2033

Vigência integral do novo modelo de tributação do consumo, com extinção de ICMS e ISS no cronograma constitucional.

Impactos práticos

O varejo precisa olhar além da alíquota.

O maior risco é tratar a Reforma apenas como troca de imposto.

01

Cadastro de produtos

NCM, classificação, tratamento tributário e cadastros internos precisam estar consistentes para que sistema e documentos fiscais conversem corretamente.

02

Preço e margem

A nova lógica tributária pode mudar custo efetivo, crédito e formação de preço. Margem deve ser recalculada por linha e operação.

03

Créditos tributários

A não cumulatividade ganha papel central. Compras, fornecedores e documentação passam a influenciar ainda mais o crédito aproveitável.

04

Sistemas e documentos

ERP, PDV, NF-e, NFC-e, integrações e regras fiscais precisam acompanhar os novos leiautes e obrigações da CBS e do IBS.

05

Fluxo de caixa

Momento de recolhimento, créditos e o desenvolvimento do Split Payment podem alterar a dinâmica financeira. Caixa precisa entrar na análise tributária.

06

Regime e fornecedores

Simples, regime regular, perfil de fornecedores e perfil de clientes podem produzir efeitos diferentes na cadeia. Não existe decisão universal.

Split Payment

O imposto pode ser separado no momento do pagamento.

O Split Payment é o mecanismo de recolhimento na liquidação financeira: em vez de todo o valor pago pelo cliente chegar primeiro ao vendedor, a parcela de IBS/CBS pode ser segregada no fluxo de pagamento. Em 2026 a infraestrutura técnica está sendo preparada; documentos oficiais indicam implantação prevista a partir de 2027, conforme cronogramas, arranjos e atos operacionais.

Entender impacto no meu caixa
Cliente pagaPix, cartão, boleto ou outro arranjo contemplado
Liquidação separa valoresParcela do tributo e parcela líquida do fornecedor seguem fluxos próprios
Simples Nacional

O Simples não acaba — mas a decisão fica mais estratégica.

As regras de 2026 adequaram o Simples à Reforma e incorporaram CBS e IBS. Para 2027, empresas do Simples podem, nas condições regulamentadas, manter-se no Simples e optar pelo recolhimento de CBS/IBS pelo regime regular. Isso torna indispensável comparar créditos, cadeia de fornecedores, perfil de clientes e carga efetiva.

Principais dúvidas

Perguntas que mais preocupam empresários.

Respostas gerais para orientar. Para decisão empresarial, o ideal é analisar a operação concreta.

A Reforma já começou?

Sim. 2026 é ano de transição, testes e adaptação de obrigações. A substituição completa dos tributos atuais é gradual e o novo modelo chega à vigência integral em 2033.

O Simples Nacional vai acabar?

Não. O Simples continua existindo e foi adaptado para a CBS e o IBS. Há, porém, novas escolhas e efeitos econômicos que podem tornar necessária uma comparação individualizada do regime.

Qual será a alíquota total de IBS e CBS?

Não é seguro tomar decisões empresariais com base em um único número genérico. As alíquotas de referência e tratamentos específicos dependem das normas aplicáveis e do tipo de operação. O impacto efetivo também depende dos créditos e da cadeia do negócio.

Vou pagar mais imposto?

Não há resposta única. O resultado depende de regime, margens, produtos, créditos, fornecedores, benefícios, localização e perfil das operações. É justamente por isso que uma simulação individual é mais útil que uma estimativa genérica.

O que muda nas notas fiscais?

Os documentos fiscais eletrônicos estão sendo adaptados para informações de CBS e IBS. A Receita Federal e o CGIBS publicaram cronograma e documentação técnica para implementação dos novos campos e leiautes.

O Split Payment já está valendo?

Em 2026, a infraestrutura e os padrões técnicos estão em preparação. A implantação foi indicada em documentação oficial para ocorrer a partir de 2027, sujeita aos cronogramas e atos operacionais dos órgãos responsáveis.

Por que cadastro de produtos importa tanto?

Porque classificação e tratamento tributário alimentam documentos fiscais, apuração, créditos e precificação. Um cadastro inconsistente pode gerar erro em escala quando milhares de operações passam pelo PDV.

O que uma empresa do varejo deveria fazer agora?

Revisar cadastros, validar sistema e emissor fiscal, mapear fornecedores e créditos, simular cenários de regime, revisar formação de preço e construir um plano de transição com responsáveis e prazos.

Da informação para a decisão

Quer saber o que a Reforma muda especificamente na sua empresa?

Faturamento, margem, regime, mix de produtos, fornecedores e sistema fazem diferença. A Almeida Bastos pode transformar as regras gerais em um diagnóstico aplicado ao seu negócio.

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